Solpoesia

A palavra é uma grande metáfora; tudo pode signicar;"palavra aceita tudo".

Meu Diário
04/11/2014 15h08
O amor é para sempre

Educação, cultura, arte e espiritualidade.



2 de novembro de 2014



O amor é para sempre…



Por Dora Incontri



Fotor-fundo



(Escrevi esses pensamentos, muito sentidos, há alguns anos. Pretendia publicá-los num livro, mas antes que ficarem guardados, na memória do computador, melhor partilhar com outros que, como eu, estejam amadurecendo essa que é a maior herança divina em nós: a capacidade de amar.)



O amor é o oposto da indiferença. O amor nunca tanto faz, com o que o ser amado faz. Por isso se empenha sempre por um fazer de luz.



O amor pode curar, salvar, elevar, educar, regenerar. Mas tudo a longo prazo, pois para se mostrar, atuar e agir, precisa muito ter paciência, perseverar, persistir, muitas, infinitas vezes perdoar… Tudo devagar.



O amor desgovernado, tumultuado pelas paixões, queima os corações, provoca afastamentos, descontentamentos, dilacerações… Por isso, o amor precisa se asserenar, se suavizar, alimentando-se de eternidade!



Mesmo o amor mais forte, mais viril, mais ativo precisa ser feminino… Cuidadoso, gentil, acolhedor, sabendo se esconder para o outro brilhar!



O amor se muda, se adapta, se transforma, se sublima, mas nunca desiste. O amor pode estar triste, agitado, aflito, cansado com os atritos do dia a dia. Mas se for amor, nunca esfria! O amor tudo sofre – diz Paulo – e nunca se acaba. Mesmo ofegante, prossegue; mesmo ferido, perdoa! Mesmo desacreditado, insiste! E mesmo rejeitado, resiste! O amor tudo pode, tudo alcança! Força divina que nos move e nos transfigura! Mesmo ainda misturado aos cascalhos das paixões, sua fonte profunda é sempre pura! E por isso limpa com o tempo os corações!



O amor é o único motivo, o único estímulo, o único impulso suficientemente forte, elevado e belo para nos levar à superação de nós mesmos! Por amor a quem amamos e por amor a Deus, alcançamos a transcendência!



O amor para bem comunicar-se, precisa aprender sutilezas, precisa fazer recuos, precisa ocultar ímpetos e transfigurar angústias! Precisa calar e falar com sinceridade serena, compreensiva, derramando-se muito mais no olhar, que na palavra; muito mais nos gestos, que nas anunciações!



O amor compreende mais que julga! Não se endurece, antes se enternece! Quer mais se doar do que receber! E o tempo todo tece o carinho, que alimenta!



O amor sempre renova a confiança, refaz a esperança, alimenta o otimismo, porque seu horizonte é a eternidade!



O amor é combativo, mas não agressivo! É ativo, mas pacífico! É enérgico, mas suave!



O amor para ser saudável deve ter dignidade, autoestima. Mas para ser pleno, não pode ter orgulho nenhum!



O amor, por amor a quem ama, busca melhorar-se todos os dias, para elevar-se em altura e grandeza, sendo sempre mais digno do ser amado!



O amor só descansa com a perfeição, por isso está sempre à procura… Só se satisfaz com a felicidade, por isso quer sempre mais!



O amor está sempre perto do coração amado, mesmo que este esteja trancado, mesmo que esteja distante! Está perto, nem que seja por uma prece ardente e por um pensamento constante!



O amor quando nasce é uma flor cheia de perfumes e cor, com ilusões de primavera! Mas quando amadurece, é fruto doce, sem ornamentos, alimento perene!



O amor, quanto mais se asserena, mais conquista; quanto mais se desapega, mais se aproxima do ser amado!



Não há um só dia em que o amor não dedique um serviço, um pensamento, uma prece, um algo, em favor de quem ama! Mesmo à distância, mesmo oculto!



O amor desfaz todas as tragédias, desanuvia todas as angústias, cura todos os desequilíbrios, harmoniza todas as almas… O tempo tudo refaz, regenera, reergue, sublima… Só o que sobra para sempre é o amor!



Nada mais doce que um olhar de amor trocado, nada mais confortador que uma vibração de amor permutada. Nada mais apaziguante que uma comunhão de pensamento elevado, projetado para o infinito!



O amor inventa sempre novos caminhos, não se conforma com obstáculos… Caminhos que chegam ao coração, caminhos que levam ao céu!



O amor sempre encontra um ponto de equilíbrio, um consenso confortável, uma sintonia fina… E o arremate das piores situações será sempre uma costura de bom gosto!



O amor é delicado como uma flor, forte como uma rocha, vasto como o universo! Por isso, não cabe apenas no corpo, não cabe apenas numa vida! É necessário que seja infinito! Lógico que seja eterno!



O amor pode se melhorar, pode se elevar, se transformar, se sublimar… Perder sensualidade e ganhar asas; desfazer-se do feminino e do masculino e ser divino… O amor pode até ficar guardado por um tempo até a próxima esquina da vida… Mas se for amor, nunca termina.



O amor está sempre conectado com o ser amado. Lê seu olhar, percebe sua alma, capta seu coração. O amor é lúcido, desperto, vidente. Não para controlar, tomar posse, mas para estar ao lado, estar dentro, estar em ressonância. A postos para proteger, servir, ajudar e se ofertar.



O amor se entrega inteiro, confia, se abre. Mas sem deixar de ser reto nos princípios, elevado nos propósitos, correto na ação



Podem surgir desavenças, o amor as supera! Podem se erguer ofensas, o amor as perdoa! Podem se formar mágoas, o amor as desfaz! Para o amor, qualquer sombra é tempestade passageira e a bonança volta sempre a brilhar!



Não há dor que o amor não cure! Não há mal que o amor não desmanche! Não há escuridão que o amor não ilumine! Não há queda que o amor não restaure! E seu único aliado é o tempo. Por isso, o amor é infinitamente paciente



O amor tem que tornar melhor quem ama e quem é amado. Se não torna (ou se torna pior) não é ainda amor.



O amor pode se sentir impotente, rejeitado, diante de um coração trancado, ensimesmado numa concha de solidão! Mas então, o amor tem sempre que continuar amando, aguardando brechas de entrada, uma estrada, um clarão… E pouco a pouco se abre o outro coração!



O amor pleno sereno, inteiro, é aquele que percebe cada sutil necessidade, cada mensagem calada, cada aceno do ser amado. Percebe, compreende e age. Mas é preciso caminhar muitos séculos juntos, é preciso se desfazer de muitos egos para que o amor seja assim.



Quando o amor está presente, nenhum dia passa inútil e cada problema revela uma lição!



Quando não é compreendido, o amor compreende mil vezes, até que o outro alcance a compreensão!



O amor nada faz de banal, não fica na superfície, não age com leviandade. Por isso desmancha o mal e lida com a verdade. Por isso não é mesmice e com energia e meiguice se lança na eternidade!



Nem tudo o que sabe, o amor fala, porque não faz falta. Nem tudo o que faz o amor fala, porque não se exalta. Nem tudo o que dói o amor fala, sem mágoa incauta. E quando o amor cala, sua luz brilha mais alta!



Amar, amar, amar é a única maneira de ir se esquecendo de si! E quando se esquece completamente, o amor encontra Deus!



O amor ensina, sem ofuscar e aprende, com gratidão!



Quando se está possuído de amor, os pés andam mais leves, o coração alado e o ar mais rarefeito. Mesmo que às vezes, pesem a caminhada, o coração e o ar, logo tudo se desanuvia e o céu claro logo de novo se anuncia!



Entender como o outro expressa amor e saber fazer chegar ao outro o nosso amor é alcançar o milagre da comunicação.



O amor não precisa ter medo de amar mesmo que o outro não ame, mesmo que o outro ame menos. O amor não precisa ter medo de amar o diferente, o oposto, o desaprovado, o endurecido… Pois o amor transpõe qualquer barreira e um dia alcançará a plena comunhão!



O amor saberá tornar a franqueza tão doce, que não fira… Saberá usar a crítica com tanto acolhimento que não afaste… O amor não faltará jamais à verdade mas não há de buscar seus interesses e não a vestirá como arma, sendo-lhe ao invés uma túnica sutil!



O amor não se deixa aprisionar pela rotina seca do cotidiano! Ao invés, resgata a flor, a poesia, o sorriso e o toque suave das mãos!



Quantos espinhos o amor precisa colher na terra, por breves momentos de sintonia plena! Mas sempre esperando a certeza de uma eternidade de comunhão!



Quando o amor é muito grande e se vê no inferno, não desiste, resiste, insiste, mesmo triste! E de salto em salto (porque se sabe eterno) se faz fraterno e afinal se dilata tanto, regado a pranto, que se alcança materno!



Quando o amor nasce materno, doce, sem nuvens, já nasce eterno, mas não evita a luta, a labuta… Então precisa apenas secar o pranto, aceitar as penas e de alma enxuta, persistir para sempre, como anjo sem desencanto!



O amor restaura pacientemente o que se quebrou. Dá asas aos que se arrastam, fazendo de vermes borboletas, fazendo de homens, anjos.



O amor não se agasta, não se gasta, nunca se afasta e só doar-se já lhe basta.



A colheita do amor é farta, exuberante, ensolarada. Alimenta e conforta. Quando vem, falta nada. Apenas um pleno bem escancara a porta.



Quando não se cobra, o amor dá de sobra. Quando não se apega, o amor transborda pleno, doce e sereno. Quando se respeita e nenhum ciúme à espreita e quando se entrega inteiro, sem medidas, floresce singelo, campestre, como margaridas.



Amar sem posse é amar mais. Amar melhor. Amar em paz. Amar sem desejo de nada, recebendo o que se deseja, de mão sobeja.



Publicado por Solange Galeano em 04/11/2014 às 15h08
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13/10/2014 18h32
Nada resiste ao amor de outras vidas

Acho que encontrei o meu amor espiritual, entretanto ele ainda não me encontrou.....



As pessoas que amam, e realmente amam, não conseguem entender como alguém que amam, e por quem expressam positivamente este Amor o tempo todo, as preterem em prol de outra pessoa que mal conhecem e que até mesmo lhe traz aparentes sofrimentos. Relacionamentos duradouros, de anos, décadas, com planos estipulados, sonhos em comum, família estruturada, filhos e vida financeira estável em um segundo terminam, porque uma terceira pessoa apareceu na vida do casal. Toda aquela segurança, estabilidade e tranquilidade que fazia parecer que tudo duraria para sempre em um segundo cai por terra. Todo o Amor que o casal tinha não teve forças para resistir à entrada da outra pessoa em sua vida e o terreno para o negativo está feito.



A maior força que existe é o Amor. É a maior, porque é invencível e irresistível. Nada pode contra e ninguém pode resistir ao Amor. É o último grau da evolução, é onde Deus está, é o que Deus é e não é possível ir contra isto. A força do Amor é incompreendida pela humanidade, assim como todas as outras leis cósmicas, por isso os homens sofrem. O Amor entre duas pessoas, que era para ser algo bom, vem destruindo vidas e causando estragos imensuráveis. Almas estão se corrompendo, vidas sendo desperdiçadas, sentimentos escuros sendo cultivados e uma infinidade de negatividades são os resultados da ignorância sobre o Amor e a sua força. É pela ignorância das pessoas que isto existe, ainda mais quando não se reconhece e não se respeita a força deste Amor.



A forma como os relacionamentos são criados pelas pessoas faz com que as uniões sejam fracas. A qualquer momento duas almas podem se reencontrar e reviver a força de um Amor que as une e nada poderá ser feito. Não existe beleza física, riqueza e estabilidade material, família, filhos, moral, costumes ou lei que possa separar o Amor de duas almas. Almas que viveram vidas na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, nascimentos e mortes e que possuem uma atração de alma, que atração física alguma chega perto e que pensamento, lógica ou razão alguma pode compreender. Trata-se da afinidade de almas que transpassaram eras juntas, com a mesma missão e que Deus parece ter feito na mesma fornada. O Amor de vidas passadas é irresistível e ninguém pode contra isto.



As relações amorosas entre as pessoas são fundadas em nada; se relacionam porque se acham bonitas, porque lhes é conveniente emocional ou financeiramente, porque gostam de ir aos mesmos lugares, porque ouvem a mesma música ou porque leem os mesmos autores. Nada disso é da alma, tudo é da matéria. O “tipo” de pessoa é da matéria, não da alma. Relacionamentos fundados nisto acabam facilmente com qualquer sopro de reencontro de vidas passadas. Quem quiser que seu relacionamento tenha força o suficiente para resistir à mínima fumaça de um reencontro de vidas passadas não pode nem pensar em ter um relacionamento vazio como esses e quem vive algo assim pode ir dormir todo dia sabendo que poderá perder a pessoa amada no outro dia.



O Amor é devastador, quando vem nada sobra. Não há força maior que o Amor. Uma pessoa pode amar a outra como for, pode ter com ela a família mais perfeita do mundo, com uma bela casa, um bom carro, filhos saudáveis, perfeitos e inteligentes, uma vida financeira e amorosa completamente estável, mas se em um segundo a outra pessoa estiver na fila do caixa da padaria da rua e encontrar um Amor de vidas passadas e as almas se reconhecerem, acabou e não há o que fazer. Não há moral, lei, costume ou dogma que possa separar estas duas almas e é preciso compreender isto. Entender que nada é pra sempre, que o importante é viver cada momento e que quando acabar a única obrigação é consigo, com sua própria consciência, de poder dizer a si que fez a sua parte enquanto durou.



Importa a cada um saber que enquanto a relação durou fez a sua parte; foi fiel, leal, sincero, honesto e deu o seu melhor para a unidade do casal. Deve-se entender que cada um tem um limite de ação, que existe o livre arbítrio e que se trata da força do Amor que veio de tempos anteriores, não apenas de uma mera atração passageira. Nada é por acaso. Não é por acaso que alguém escolhe, abandona ou troca uma pessoa, ainda mais quando à vista da moral humana tudo está perfeito. A pessoa não pode deixar surgir sentimentos negativos contra o mundo, contra os outros e contra si; devendo compreender que este encontro de almas existe pela força que é a maior força que existe. Pregar o Amor quando não se entende que um casal escolheu ficar junto em razão dele é burrice ou hipocrisia.



Casais são formados em todas as vidas, o sentido criador da vida age também nos relacionamentos. Alguns casais se reencontram e outros se formam. Não existe predestinação, existe predisposição. O Amor torna duas almas predispostas a se unir e não é difícil compreender que a força que une um casal que se conheceu na atual vida e que se uniu por motivos que não envolvem a alma é menor que a força do Amor que uniu duas almas em várias vidas passadas em razão da alma e que as une novamente. Ir contra isto é tolice. Ir contra o Amor é tolice e é caminho para o sofrimento. O Amor deve ser aceito, no tempo e na forma que vier. Não importa se está em questão um relacionamento de 350 anos, se há 400 filhos em comum ou se a outra pessoa não trai nem em pensamento.



Não existe desculpa racional que possa justificar a manutenção de um relacionamento onde alguém reencontrou um Amor de vidas passadas. A única força que deve fazer duas pessoas ficarem juntas é o Amor, qualquer outra força age no sentido contrário e ao invés de juntar, efetivamente separa. A separação em essência já ocorreu e quando a força do Amor vier, nada sobrará. O tempo adquirido de uma relação, filhos, finanças, comodidade ou conveniência não podem ser utilizados para manter uma relação, só o Amor. A vida é instável, tudo muda o tempo todo e com os relacionamentos amorosos não é diferente. A relação deve existir somente enquanto existir o Amor. Viver uma relação sem Amor ou sentindo um Amor maior por outra pessoa é viver uma mentira.



Não adianta manter à força uma pessoa que reencontrou um Amor de vidas passadas e que se sente inexplicavelmente ligada e atraída por esta pessoa. Mesmo que a pessoa mantenha-se fiel fisicamente, à noite estas duas almas se encontrarão, mesmo que os dois estejam inconscientes e não saibam disto. As duas almas se encontrarão e farão tudo aquilo que não podem fazer no plano material. A pessoa que mantém outra pessoa à força sabendo que o desejo dela é estar com outra pessoa, deve saber que, quando se trata de Amor verdadeiro, quando essa pessoa dorme a alma dela encontra a da pessoa amada. É o Amor, é mais forte que elas e não existe juízo sobre isto. Se relacionar por conveniência ou atração física é o que os animais fazem e o homem deveria ser um pouco mais que um animal.



Para quem tem consciência do que é viver um Amor de vidas passadas bem sabe a força e o poder que tem esta relação. Somente quando duas almas se reencontram é que existe tão e somente o momento; não existe a carga do passado e o medo do futuro, apenas o momento. Troca-se uma vida por uma noite, sem arrepender-se e com a certeza de que tudo valeu à pena. As percepções são únicas e não há mais nada igual. Dependendo do grau de conexão entre as almas e seus respectivos desenvolvimentos é possível a telepatia plena, onde um pode ver em sua mente o que o outro vê e ambos podem ver juntos os momentos que tiveram em vidas passadas. A conexão das almas é feita entre todos os chakras, o desejo de conexão vai literalmente dos pés à cabeça e as duas almas evoluem juntas.



As pessoas criam relacionamentos porque a outra pessoa faz o mesmo curso acadêmico, gosta da mesma banda, tem o mesmo estilo de se vestir, não lhe trai, com ela não precisa se preocupar em ser traído ou se preocupar com dinheiro, faz parte do mesmo grupo, tem algo atraente fisicamente, tem a mesma noitada, a outra pessoa chama a atenção e lhe serve como troféu, se dão bem na cama ou para não ficar sozinhas. Criam relações vazias e sem sentido, sem envolvimento algum de alma, e depois reclamam quando tudo termina sem sentido. É óbvio que uma relação sem sentido vai terminar sem sentido. Estes relacionamentos são nada para o Amor de vidas passadas. O Amor verdadeiro, de vidas passadas, entra na vida de um casal destes e destrói tudo, não sobrando qualquer coisa.



Quem vive uma relação fundada na matéria merece e precisa perder a pessoa que diz amar para aprender o que é o Amor e a sua força e assim um dia criar uma relação verdadeira, de alma, algo que sobreviva após a morte. Se as pessoas querem viver relações efêmeras baseadas no que é da matéria que paguem o preço da efemeridade da matéria, mas que saibam que o universo não se limita às suas limitações e que existe uma grande consciência universal em expansão e evolução que não vai deixar de viver o que é belo em razão de suas limitações. É uma das graças da espiritualidade, o quanto ela pode sem força alguma destruir a forma tacanha de viver, pensar e sentir da humanidade. É lindo o Amor de vidas passadas que vem e destrói as relações vazias e sem sentido. O mundo precisa de mais verdade.



 



                                               Rudy Rafael



Publicado por Solange Galeano em 13/10/2014 às 18h32
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16/09/2014 16h37
Um pouco de Shakespeare

EU APRENDI 
que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha; 
EU APRENDI 
que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo; 
EU APRENDI 
que ser gentil é mais importante do que estar certo; 
EU APRENDI 
que nunca se deve negar um presente a uma criança; 
EU APRENDI 
que eu sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma; 
EU APRENDI 
que, não importa quanta seriedade a vida exija de você,,cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto; 
EU APRENDI 
que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender; 
EU APRENDI 
que os passeios simples com meu pai, em volta do quarteirão nas 
noites de verão quando eu era criança, fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto; 
EU APRENDI 
que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos; 
EU APRENDI 
que dinheiro não compra "classe"; 
EU APRENDI 
que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida 
espetacular; 
EU APRENDI 
que, debaixo da "casca grossa", existe uma pessoa que 
deseja ser apreciada, compreendida e amada; 
EU APRENDI 
que Deus não fez tudo num só dia; O que me faz pensar que eu possa? 
EU APRENDI 
que ignorar os fatos não os altera; 
EU APRENDI 
que, quando você planeja se nivelar com alguém, apenas está permitindo que essa pessoa continue a magoar você; 
EU APRENDI 
que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas
EU APRENDI 
que a maneira mais facil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu; 
EU APRENDI 
que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso; 
EU APRENDI 
que ninguem é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa; 
EU APRENDI 
que a vida é dura, mas eu sou mais ainda; 
EU APRENDI 
que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as 
que você perdeu. 
EU APRENDI 
que, quando o ancoradouro se torna amargo, a felicidade vai aportar em outro lugar; 
EU APRENDI 
que devemos sempre ter palavras doces e gentis, pois amanhã talvez 
tenhamos que engoli-las; 
EU APRENDI 
que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar a sua aparência; 
EU APRENDI 
que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito; 
EU APRENDI 
que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e 
crescimento ocorre quando você a está escalando; 
EU APRENDI 
que só se deve dar conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou 
quando é caso de vida ou morte; 
EU APRENDI 
Que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.


Publicado por Solange Galeano em 16/09/2014 às 16h37
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22/04/2014 16h16
Acerto de contas

O Espiritismo ensina que as Leis Divinas encontram-se inscritas na Natureza e na consciência de cada Espírito.

Quem se dedica a observar o mundo que o cerca, consegue assimilar o teor de tais Leis.

Entretanto, o guia mais seguro é a consciência.

Durante um tempo, o egoísmo logra turvar a percepção do estatuto Divino.

O egoísmo origina-se da identificação com a matéria.

Quanto mais sintonizado com os prazeres materiais, mais dificuldade tem o homem em ser abnegado.

Nos círculos inferiores da vida, o egoísmo representa condição de sobrevivência.

Os seres irracionais ocupam-se apenas com sua manutenção.

Quando famintos, os animais carnívoros simplesmente caçam e matam.

Se não forem hábeis e insensíveis à dor da presa, eles e seus filhotes morrem.

Um egoísmo muito marcante constitui sinal de pouca evolução.

Quem só consegue pensar no próprio bem-estar assemelha-se às feras da Natureza.

O mundo gira em redor de seu umbigo e ele não se incomoda em causar dores e desgraças aos semelhantes.

Entretanto, os Espíritos são dotados de liberdade, consciência e vontade.

Conseqüentemente, respondem por seus atos.

Nenhum ser pode dar o que não tem.

Não se esperam ações éticas de animais, pois isso está além de sua capacidade.

Mas os homens têm condições de agir com base em parâmetros éticos.

Justamente por isso, seus atos não podem ser ditados exclusivamente pelo interesse pessoal.

Os eventos dolorosos da Natureza, como a dor, a doença e a morte, são universais.

Ninguém escapa de experimentá-los, em maior ou menor grau.

A inteligência humana possibilita assimilar a essencial igualdade de todos os homens.

Essa similaridade demonstra que ser solidário é um dever elementar em face da vida.

Com o passar dos séculos, gradualmente o Espírito se compenetra dessa realidade.

Tudo o que se refere à matéria é passageiro.

Entretanto, ele possui uma consciência que sempre o acompanha.

Cada dor deliberadamente causada ao próximo nela está registrada.

As leviandades, as humilhações infligidas, tudo isso gera dor e arrependimento.

Quanto mais vivido e experiente, mais responsável é o Espírito.

Chega um momento em que o ser espiritual se desgosta do mal.

Farto de erros e baixezas, ele decide trabalhar pelo próprio aperfeiçoamento.

Então, prepara para si encarnações nas quais possa se recompor com o passado.

Não mais se preocupa com facilidades materiais.

Riqueza, beleza e poder já não lhe interessam.

Quando assume elevadas posições é apenas no intuito de melhor trabalhar para o semelhante.

O que conta mesmo é a perspectiva de se recompor perante as Leis Divinas.

À medida que perde o gosto pelas coisas materiais, o egoísmo o abandona.

Desembaraçado de preocupações mesquinhas, caminha vigorosamente para a libertação e a transcendência.

Dificuldades não o assustam, pois sua meta é elevada e sua esperança no futuro é infinita.

* * *

Se você enfrenta graves problemas e dores, talvez tenha chegado o momento de seu acerto de contas.

Não complique a sua programada recuperação espiritual com preguiça e revolta.

Consciente da transitoriedade da vida na Terra, dedique-se a conquistar o que é permanente.

Combata seu egoísmo e esforce-se por agir no bem com desinteresse.

A melhor forma de ser feliz é cuidar da felicidade do próximo.


Publicado por Solange Galeano em 22/04/2014 às 16h16
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22/04/2014 15h47
Materialismo e espiritualismo

Materialismo, na definição do dicionário, é a doutrina que vê na matéria a realidade fundamental de todo o Universo.



Assim, para o materialista, nada na vida pode ser explicado a não ser a partir do prisma da vida material.



Para a doutrina materialista não há fundamentos na crença em Deus ou na imortalidade da alma, uma vez que a matéria deve explicar todos os fenômenos da vida.



Apenas afirma que a vida se encerra quando os fenômenos fisiológicos do corpo cessam.



Para os espiritualistas, em contrapartida, a vida explica-se a partir da crença em Deus e da existência da alma, assim como na sua sobrevivência após a morte.



O espiritualismo, em um sentido amplo, é a base de todas as religiões e da própria religiosidade.



Afinal, de uma forma ou de outra, todas as religiões e todas as doutrinas espiritualistas buscam a explicação da vida, na certeza da sua continuidade, após a morte do corpo físico.



E são inúmeros os países onde o espiritualismo é a crença majoritária de sua população.



Porém, por coerência, se nos dizemos espiritualistas, se cremos que a vida continua após o corpo físico concluir sua tarefa, há que se agir em conformidade com essa crença.



É necessário sermos espiritualistas quando a morte chega nos privando da convivência diária e nos apartando fisicamente de um ente querido.



Somos muitos os que nos desesperamos, como se tudo acabasse e nunca mais fôssemos nos encontrar.



Quantos, ao deparar-nos com a morte do nosso amor, nos revoltamos contra Deus ou questionamos seus desígnios?



Seria mais coerente apenas chorar de saudades, na certeza de que a vida não acaba e que o amor vence as distâncias e o tempo.



É necessário sermos espiritualistas quando tomamos nossas decisões profissionais, mantendo valores e dignidade e não nos vendendo por um tanto a mais de moedas.



Afinal, de que vale ter o bolso cheio e a consciência em conflito?



Logo mais, retornaremos à pátria espiritual. E nesse momento, a conta bancária aqui permanecerá, embora nossa consciência nos acompanhe aonde formos.



É necessário sermos espiritualistas ao educarmos nossos filhos, mostrando-lhes que o grande objetivo da vida é construirmos nossa felicidade, e não o possuirmos muito, o que, em grande parte das vezes, pouco significa.



Dessa forma, ao nos dizermos espiritualistas, tendo ou não uma religião, necessário se faz que sejamos também coerentes com nossas crenças.



Ser espiritualista é muito mais do que ter uma religião, seguir um credo ou repetir as externalidades dos cultos.



Na verdade, não ser materialista é ter a crença profunda, capaz de refletir em nossos valores e atos, de que sabemos plenamente que a vida em abundância não é esta que vemos, mas aquela que nos aguarda logo mais, após esta rápida passagem pelo planeta.



*   *   *



Pensemos: declarando-nos ou considerando-nos espiritualistas, estamos agindo de maneira diversa dos materialistas?



Quantas vezes, em nosso cotidiano, não estamos nos posicionando como quem não tem convicção da imortalidade do Espírito?



Pensemos a respeito e sigamos no mundo com a certeza de que a vida verdadeira se encontra para além da aduana da morte.



Publicado por Solange Galeano em 22/04/2014 às 15h47
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