Solpoesia

A palavra é uma grande metáfora; tudo pode signicar;"palavra aceita tudo".

Meu Diário
02/12/2013 14h13
A sexualidade do corpo e a alma
À Humanidade, sobram doutrinas religiosas, mas falta o principal: conhecimento! Conhecer é ter entendimento de algo. A falta de conhecimento é a mãe do preconceito, que nasce daquilo que não se conhece, portanto, daquilo que não se entende. E do preconceito nasce a intolerância; da intolerância nasce o ódio; do ódio nasce a guerra; da guerra nasce o extermínio e; o do extermínio nasce o fim do mundo.
Lembremo-nos de dois dos Dez Mandamentos revelados a Moisés, do “não adulterarás” e do “não cobiçarás a mulher do próximo”. O que significam? A começar, não podemos esquecer que Moisés viveu lá pelo ano 1550 antes da Era Cristã. Se somarmos aos cerca de dois mil anos do nascimento de Jesus, estaremos falando de algo ocorrido há mais ou menos três mil e quinhentos anos. Um bocado de tempo. E se tentarmos saber como era a vida naquele tempo, qual era a mentalidade das pessoas, a formação cultural e social, entenderemos as razões das mensagens terem sido escritas da forma que foram. Elas tinham que ser compreendidas pela sociedade da época. Obviamente as mulheres não eram vistas como pessoas que pensavam e podiam tomar decisões (se isso ainda é uma luta nos dias de hoje, que dirá naquele tempo!), portanto ao referir-se a “não cobiçar a mulher do próximo”, direcionava-se totalmente aos homens. Mas podemos reformular a frase para “não cobiçarás nada que seja do próximo, seja homem, mulher, trabalho, bens etc.”. O “não adulterarás” é mensagem direta que pouca explicação necessita. Ao assumir um compromisso emocional com parceiro ou parceira que nos atrai, não é correto o adultério, que pode ser posto hoje como “traição afetiva”, pois, quando alguém nos oferece seu sentimento e o doa com boa vontade, pelo prazer de estar conosco, por afinidade e por amor, o trair essa confiança e doação é, no mínimo, falta de consideração e respeito.
Percebam que o “não adulterarás” nos remete ao sentimento, ou seja, ao espírito. Já o “não cobiçarás a mulher do próximo” nos remete à posse material de algo ou alguém, sem, necessariamente, envolver sentimento ou emoção que não seja os de “poder” e de “ter”.
O sexo praticado sem sentimento é pura necessidade fisiológica. E, sendo fisiológico, é físico, portanto, do corpo e não do espírito. Como já vimos, a energia produzida durante uma relação sexual é energia fluídica, espiritual, que circula no Universo por meio do sentimento que une as pessoas envolvidas naquele ato. Então, o que acontece com essa energia quando não há sentimento numa relação sexual? Há o desperdício fluídico. E tudo o que é desperdiçado vai para o lixo, não é mesmo? E, no plano espiritual, o “lixo” é absorvido pelos espíritos ignorantes e de baixa vibração. Conclui-se, então, que o ato sexual pelo simples prazer do corpo — e não pela soma dos prazeres do corpo e da alma — produz uma energia destoante que é absorvida por mundo espiritual inferior, chamado no Espiritismo por “espíritos trevosos” (da treva, da sombra, da falta de luz), e isso atrai para os envolvidos a má frequência vibratória e geram carmas negativos, que serão resgatados nessa ou noutra encarnação.
Isso vale tanto para pervertidos, prostitutas e tarados, como para casais ou pares que estão unidos sem amor, “por obrigação social” ou “por conveniência”. Todos estão produzindo carmas negativos que terão de ser retomados pela Lei do Retorno, da Ação e Reação. E essas Leis são Universais, sob a égide da lógica e não sob a visão religiosa de “Deus contra o Diabo”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não se deve desperdiçar a energia fluídica do sexo, portanto, o prazer dele tirado deve ser dual (duplo), porquanto do corpo e do espírito.

 

 


Publicado por Solange Galeano em 02/12/2013 às 14h13
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08/11/2013 09h05
Rubem Alves

“É mais fácil amar o retrato. Eu já disse que o que se ama é a ‘cena’. ‘Cena’ é um quadro belo e comovente que existe na alma antes de qualquer experiência amorosa. A busca amorosa é a busca da pessoa que, se achada, irá completar a cena. Antes de te conhecer eu já te amava.... E então, inesperadamente, nos encontramos com rosto que já conhecíamos antes de o conhecer. E somos então possuídos pela certeza absoluta de haver encontrado o que procurávamos. A cena está completa. Estamos apaixonados”

Rubem Alves


Publicado por Solange Galeano em 08/11/2013 às 09h05
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08/11/2013 08h55
Se ´é bom ou se é mal...

Quero contar para vocês a estória que mais tenho contado - não aconteceu nunca, acontece sempre. Um homem muito rico, ao morrer, deixou suas terras para os seus filhos. Todos eles receberam terras férteis e belas, com a exceção do mais novo, para quem sobrou um charco inútil para a agricultura. Seus amigos se entristeceram com isso e o visitaram, lamentando a injustiça que lhe havia sido feita. Mas ele só lhes disse uma coisa: "Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá." No ano seguinte, uma seca terrível se abateu sobre o país, e as terras dos seus irmãos foram devastadas: as fontes secaram, os pastos ficaram esturricados, o gado morreu. Mas o charco do irmão mais novo se transformou num oásis fértil e belo. Ele ficou rico e comprou um lindo cavalo branco por um preço altíssimo. Seus amigos organizaram uma festa porque coisa tão maravilhosa lhe tinha acontecido. Mas dele só ouviram uma coisa: "Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá." No dia seguinte seu cavalo de raça fugiu e foi grande a tristeza. Seus amigos vieram e lamentaram o acontecido. Mas o que o homem lhes disse foi: "Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá." Passados sete dias o cavalo voltou trazendo consigo dez lindos cavalos selvagens. Vieram os amigos para celebrar esta nova riqueza, mas o que ouviram foram as palavras de sempre: "Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá." No dia seguinte o seu filho, sem juízo, montou um cavalo selvagem. O cavalo corcoveou e o lançou longe. O moço quebrou uma perna. Voltaram os amigos para lamentar a desgraça. "Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá", o pai repetiu. Passados poucos dias vieram os soldados do rei para levar os jovens para a guerra. Todos os moços tiveram de partir, menos o seu filho de perna quebrada. Os amigos se alegraram e vieram festejar. O pai viu tudo e só disse uma coisa: "Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá..."



Assim termina a estória, sem um fim, com reticências... Ela poderá ser continuada, indefinidamente. E ao contá-la é como se contasse a estória de minha vida. Tanto os meus fracassos quanto as minhas vitórias duraram pouco. Não há nenhuma vitória profissional ou amorosa que garanta que a vida finalmente se arranjou e nenhuma derrota que seja uma condenação final. As vitórias se desfazem como castelos de areia atingidos pelas ondas, e as derrotas se transformam em momentos que prenunciam um começo novo. Enquanto a morte não nos tocar, pois só ela é definitiva, a sabedoria nos diz que vivemos sempre à mercê do imprevisível dos acidentes. "Se é bom ou se é mau, sé o futuro dirá."



 



Rubem Alves



Publicado por Solange Galeano em 08/11/2013 às 08h55
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05/11/2013 16h19
Estados Vibratórios da Alma

   A vida é uma vibração imensa que enche o Universo e cujo foco está em Deus. Cada alma torna-se, por sua vez, um foco de vibrações que hão de variar, aumentar de amplitude e intensidade, conforme o grau de elevação do ser. 

   Toda alma tem sua vibração particular e diferente. O seu movimento, o seu ritmo é a representação exata do seu poder dinâmico, do seeu valor intelectual, da sua elevação moral.

   Toda a beleza, toda a grandeza do Universo vivo resume-se à lei das vibrações harmônicas. As almas que vibram uníssonas reconhecem-se e chamam-se através do espaço. Daí as atrações, as simpatias, a amizade, o amor! Os artistas, os sensitivos, os seres delicadamente harmonizados conhecem essa lei e sentem-lhe os efeitos. O espírito superior é uma vibração na posse de todas as suas harmonias.

   A entidade psíquica penetra com as suas vibrações todo o seu organismo fluídico, esse perispírito que é a forma e imagem mental, a reprodução exata da sua harmonnia pessoal. Entretanto com a encarnação essas vibrações são diminuídas sob o invólucro carnal. Assim, o foco interior poderá não se projetar para o exterior, havendo dele uma radiação enfraquecida. Porém, em estado de sono, , a alma liberta-se temporariamente, reestabelecendo a corrente vibratória e o foco volta a adquurir toda a sua atividade. O espírito encontra-se, novamente, em seus estados de poder e liberdade. Tudo o que nele dormia, desperta. Todas as suas vidas são restituídas.

   As mínimas particularidades de nossa vida são registradas e deixam marcas inapagáveis. Pensamentos, desejos, paixões, atos bons ou maus, tudo fica fixado, tudo fica gravado em nós. 

   


Publicado por Solange Galeano em 05/11/2013 às 16h19
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25/10/2013 08h36
Reencontros amorosos

 Só é possível a realização plena do nosso grande sonho de amor a dois, quando antes vivenciamos um imenso amor próprio !!!



      É o sonho de todas as pessoas, viverem um lindo romance por toda a vida!

      Mas isso é possível?

      Sim, possível é, mas compreenda que o sucesso no amor depende de dois fatores: o do sentimento e da maturidade de ambos.

       O verdadeiro sentimento de amor, aquele que bate de imediato em seu coração intensamente, é o reconhecimento de almas que já se "buscavam" intuitivamente, e que nutrem este amor por vidas.

      Amor verdadeiro é registro da alma e não há como não vir à tona a lembrança, ainda que apenas em sentimento, vida após vida. Mas nem mesmo toda esta aura de romance que envolve o reencontro das almas gêmeas impede o fim de um relacionamento quando não há maturidade emocional.

      Para que um relacionamento seja predominantemente composto por momentos felizes há um fator indispensável: a segurança! Eu falo sobre autoconfiança, segurança adquirida em si mesmo, baseada no autoconhecimento de quem sabe o valor que possui e, principalmente, sente-se merecedor do amor sincero de alguém. Então, prepare-se primeiro para conseguir "atrair" da vida, energeticamente, a pessoa ideal.

      É exatamente assim que funciona: você atrai novos relacionamentos de acordo com o seu grau de equilíbrio, autoestima e de suas crenças, ou seja, é o seu padrão vibratório naquele período em que se envolve com alguém que determina este encontro.

      Se sua estima estiver baixa, você tende atrair pessoas que pouco ou nada lhe doam, pois qualquer atenção dada pelo outro a você, neste momento, lhe parece muito e somente tempos depois você percebe o quanto era injusta a relação, e que não havia troca. Mas, neste caso, a sua doação excessiva não é sinal de um amor maior, como normalmente se pensa, mas sim do medo de perder! Exatamente. Você não ama mais porque cuida mais. Não se engane.

      Você envolve a outra pessoa em cuidados, mimos e carinhos muito além do que recebe, justamente quando você está inseguro sobre o valor que o outro lhe dá, e usa de um mecanismo para tentar provocar no outro o reconhecimento do seu valor, a gratidão ou a retribuição dos gestos.

      E quando isso não ocorre é comum se jogar culpas e cobranças sobre o outro. As críticas normalmente vão acentuando as diferenças ao  invés de reduzi-las e a relação passa a ser um  jogo, uma disputa de poder, de controle sobre as regras da relação e de constante julgamento.

      O amor já deixa de ser foco principal da causa desta união e é comum a utilização de comportamentos de "presença-ausência", ou seja, a pessoa se torna presente através do carinho, de um presente, ou de um cuidado especial, mas, se não é retribuída, logo em seguida pune o outro por condutas de ausência ou "greve", tornando-se seco, frio, calado, ou ainda por pequenas vinganças.

      Sentir-se injustiçado e alimentar raiva e mágoa do outro é tentar ignorar a sua própria responsabilidade em sua escolha ao manter-se nesta relação, seja por medo da solidão, por culpa pelo "fracasso" do namoro ou casamento, ou mesmo por orgulho em não aceitar que você possa ter feito um grande mal a si mesmo por longo tempo em sua vida.

      Veja a situação por outro ângulo. Assumir esta responsabilidade pelo erro é também reconquistar seu próprio poder de escolha e trazer de volta ao seu íntimo aquela parte da sua individualidade que estava "penhorada" em troca de umas migalhas de atenção.

      Se refaça! Se reconstrua primeiramente e, assim, se torne capaz de atrair pra si um grande e verdadeiro amor de alguém que saiba reconhecer em você, o seu imenso e verdadeiro amor por si mesmo!

      E é esta segurança pessoal, do seu próprio valor e merecimento, que pode fazer acontecer este sonho de amor a dois. Pois, mesmo se você encontrar a pessoa ideal, mas estiver imaturo, inseguro, o desencontro pode ocorrer.

      Em uma relação pura, de amor profundo, não há competição, não há acusações, não há julgamentos, apenas um amor infinito que se transforma dia a dia em gestos, palavras, ou em pura energia trocada entre ambos e que não se cobra ou se exige, mas se irradia como expressão de almas que vibram em imensa felicidade por se reencontrarem, por não mais se sentirem sós, mas conscientes de que o caminho evolutivo, apesar de se tornar mais leve por não trilha-lo sozinho, só pode ser realizado individualmente.

      Saiba que a sua alma gêmea, ou seja, aquela pessoa especial existe sim, mas que reencontra-la exige mérito e preparo de ambas as partes. E sonhar é como emitir um sinal para o universo para que esta alma te reconheça, e venha ao seu encontro!

      Portanto, sonhe seus sonhos de amor, recupere o seu  romantismo que representa o seu modo doce, gentil, alegre, jovial e livre de conduzir sua própria vida e, ao reencontrar esta alma amada saberá repartir todos estes sentimentos puros que já existiam dentro de você!



Marcello Cotrim



Publicado por Solange Galeano em 25/10/2013 às 08h36
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