Solpoesia

A palavra é uma grande metáfora; tudo pode signicar;"palavra aceita tudo".

Meu Diário
06/09/2013 20h33
Mensagem de hoje

Perdoai, para que Deus vos perdoe

1. Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (S. MATEUS, cap. V, v. 7.)

2. Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; - mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 14 e 15.)

3. Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão. - Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: "Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?" - Respondeu-lhe Jesus: "Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes." (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 15, 21 e 22.)

4. A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira

4. A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.

Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.

Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. Em toda contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza dalma granjeará sempre a simpatia das pessoas imparciais.

acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.

Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.

Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. Em toda contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza dalma granjeará sempre a simpatia das pessoas imparciais.


Publicado por Solange Galeano em 06/09/2013 às 20h33
Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
27/08/2013 17h02
Evangelho de hoje

Abençoada seja. Abençoado seja o seu lar e os seus filhos.  A passagem do Evangelho hoje nos fala que a vida é obra eterna de nosso Pai e essa obra nos compete respeitar e perseverar, agindo segundo suas leis, sabiamente esculpidas por Ele em nossa consciência. O sacrifício da própria vida pode ser válido para Deus, quando praticado exclusivamente em benefício do próximo. Nossos sofrimentos podem ser proveitosos para outrem, material ou moralmente,  desde que suportados por nós com resignação e submissão à vontade de Deus.

 

Aquele que se acha desgostoso da vida, mas que não
quer extingui-la por suas próprias mãos, será culpado se pro-
curar a morte num campo de batalha, com o propósito de
tornar útil sua morte?
Que o homem se mate ele próprio, ou faça que outrem
o mate, seu propósito é sempre cortar o fio da existência:
há, por conseguinte, suicídio intencional, se não de fato. É
ilusória a idéia de que sua morte servirá para alguma coisa;
isso não passa de pretexto para colorir o ato e escusá-lo
aos seus próprios olhos. Se ele desejasse seriamente servir
ao seu país, cuidaria de viver para defendê-lo; não procura-
ria morrer, pois que, morto, de nada mais lhe serviria. O
verdadeiro devotamento consiste em não temer a morte,
quando se trate de ser útil, em afrontar o perigo, em fazer,
de antemão e sem pesar, o sacrifício da vida, se for neces-
sário. Mas, buscar a morte com
premeditada intenção,
ex-
pondo-se a um perigo, ainda que para prestar serviço, anu-
la o mérito da ação. –
S. Luís.

(Paris, 1860.)

Se um homem se expõe a um perigo iminente para salvar
a vida a um de seus semelhantes, sabendo de antemão que
sucumbirá, pode o seu ato ser considerado suicídio?
Desde que no ato não entre a intenção de buscar a
morte, não há suicídio e, sim, apenas, devotamento e ab-
negação, embora também haja a certeza de que morrerá.
Mas, quem pode ter essa certeza? Quem poderá dizer que a
Providência não reserva um inesperado meio de salvação
para o momento mais crítico? Não poderia ela salvar mes-
mo aquele que se achasse diante da boca de um canhão?
Pode muitas vezes dar-se que ela queira levar ao extremo
limite a prova da resignação e, nesse caso, uma circuns-
tância inopinada desvia o golpe fatal. –
S.
Luís.

(Paris, 1860.)

P
ROVEITO
DOS
SOFRIMENTOS
PARA
OUTREM
31.
Os que aceitam resignados os sofrimentos, por submis-
são à vontade de Deus e tendo em vista a felicidade futura,
não trabalham somente em seu próprio benefício? Poderão
tornar seus sofrimentos proveitosos a outrem?
Podem esses sofrimentos ser de proveito para outrem,
material e moralmente: materialmente se, pelo trabalho,
pelas privações e pelos sacrifícios que tais criaturas se im-
ponham, contribuem para o bem-estar material de seus
semelhantes; moralmente, pelo exemplo que elas oferecem
de sua submissão à vontade de Deus. Esse exemplo do
poder da fé esp
írita pode induzir os desgraçados à resigna-
ção e salvá-los
do desespero e de suas conseqüências funes-
tas para o futuro. –
S.
Luís.

(Paris, 1860.)

Que a vida lhe seja paz!
Que o amor do Pai derrame-se sobre os seus e sobre o seu lar.


Publicado por Solange Galeano em 27/08/2013 às 17h02
Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
27/08/2013 17h02
Evangelho de hoje

Abençoada seja. Abençoado seja o seu lar e os seus filhos.  A passagem do Evangelho hoje nos fala que a vida é obra eterna de nosso Pai e essa obra nos compete respeitar e perseverar, agindo segundo suas leis, sabiamente esculpidas por Ele em nossa consciência. O sacrifício da própria vida pode ser válido para Deus, quando praticado exclusivamente em benefício do próximo. Nossos sofrimentos podem ser proveitosos para outrem, material ou moralmente,  desde que suportados por nós com resignação e submissão à vontade de Deus.

 

Aquele que se acha desgostoso da vida, mas que não
quer extingui-la por suas próprias mãos, será culpado se pro-
curar a morte num campo de batalha, com o propósito de
tornar útil sua morte?
Que o homem se mate ele próprio, ou faça que outrem
o mate, seu propósito é sempre cortar o fio da existência:
há, por conseguinte, suicídio intencional, se não de fato. É
ilusória a idéia de que sua morte servirá para alguma coisa;
isso não passa de pretexto para colorir o ato e escusá-lo
aos seus próprios olhos. Se ele desejasse seriamente servir
ao seu país, cuidaria de viver para defendê-lo; não procura-
ria morrer, pois que, morto, de nada mais lhe serviria. O
verdadeiro devotamento consiste em não temer a morte,
quando se trate de ser útil, em afrontar o perigo, em fazer,
de antemão e sem pesar, o sacrifício da vida, se for neces-
sário. Mas, buscar a morte com
premeditada intenção,
ex-
pondo-se a um perigo, ainda que para prestar serviço, anu-
la o mérito da ação. –
S. Luís.

(Paris, 1860.)

Se um homem se expõe a um perigo iminente para salvar
a vida a um de seus semelhantes, sabendo de antemão que
sucumbirá, pode o seu ato ser considerado suicídio?
Desde que no ato não entre a intenção de buscar a
morte, não há suicídio e, sim, apenas, devotamento e ab-
negação, embora também haja a certeza de que morrerá.
Mas, quem pode ter essa certeza? Quem poderá dizer que a
Providência não reserva um inesperado meio de salvação
para o momento mais crítico? Não poderia ela salvar mes-
mo aquele que se achasse diante da boca de um canhão?
Pode muitas vezes dar-se que ela queira levar ao extremo
limite a prova da resignação e, nesse caso, uma circuns-
tância inopinada desvia o golpe fatal. –
S.
Luís.

(Paris, 1860.)

P
ROVEITO
DOS
SOFRIMENTOS
PARA
OUTREM
31.
Os que aceitam resignados os sofrimentos, por submis-
são à vontade de Deus e tendo em vista a felicidade futura,
não trabalham somente em seu próprio benefício? Poderão
tornar seus sofrimentos proveitosos a outrem?
Podem esses sofrimentos ser de proveito para outrem,
material e moralmente: materialmente se, pelo trabalho,
pelas privações e pelos sacrifícios que tais criaturas se im-
ponham, contribuem para o bem-estar material de seus
semelhantes; moralmente, pelo exemplo que elas oferecem
de sua submissão à vontade de Deus. Esse exemplo do
poder da fé esp
írita pode induzir os desgraçados à resigna-
ção e salvá-los
do desespero e de suas conseqüências funes-
tas para o futuro. –
S.
Luís.

(Paris, 1860.)

Que a vida lhe seja paz!
Que o amor do Pai derrame-se sobre os seus e sobre o seu lar.


Publicado por Solange Galeano em 27/08/2013 às 17h02
Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
15/08/2013 17h28
Capítulo V
Vou revelar-vos a infelicidade sob uma nova forma, sob a forma


bela e florida que acolheis e desejais com todas as veras de vossas almas


iludidas. A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agita


-


ção, é a satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência, que


comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem com relação


ao seu futuro. A infelicidade é o ópio do esquecimento que ardentemente procurais conseguir.



Esperai, vós que chorais! Tremei, vós que rides, pois que o vosso


corpo está satisfeito! A Deus não se engana; não se foge ao destino; e as

provações, credoras mais impiedosas do que a matilha que a miséria desencadeia, vos espreitam o repouso ilusório para vos imergir de súbito na agonia da verdadeira infelicidade, daquela que surpreende a alma amolentada pela indiferença e pelo egoísmo.

Que, pois, o Espiritismo vos esclareça e recoloque, para vós, sob verdadeiros prismas, a verdade e o erro, tão singularmente deformados pela vossa cegueira! Agireis então como bravos soldados que, longe de fugirem ao perigo, preferem as lutas dos combates arriscados à paz que lhes não pode dar glória, nem promoção! Que importa ao soldado perder na refrega armas, bagagens e uniforme, desde que saia vencedor e com glória? Que importa ao que tem fé no futuro deixar no campo de batalha da vida a riqueza e o manto de carne, contanto que sua alma entre gloriosa no Reino celeste? –


Delfina de Girardin


. (Paris, 1861.)


A melancolia


25.


Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? É que vosso Espírito,


aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe


serve de prisão, em vãos esforços para sair dele. Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes.


Crede-me, resisti com energia a essas impressões que vos enfraque


cem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações


por uma vida melhor; mas não as busqueis neste mundo e, agora, quando


Deus vos envia os Espíritos que lhe pertencem, para vos instruírem acerca da felicidade que Ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantêm cativo o Espírito.


Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família,quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou. Se, no curso desse degredo–provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para os suportar. Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que, jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região


inacessível às aflições da Terra. –


François de Genève (Bordeaux)



Publicado por Solange Galeano em 15/08/2013 às 17h28
Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
15/08/2013 17h01
Vinte e três

Foi como se saísse de um transe hipnótico. Cinco anos que deixaram em mim crateras de solidão. Entender? Acho que nunca. Meu passado se confunde em meu presente. O que  houve? Como houve? Por quê? Espaços que jamais verei preenchidos... perguntas que nunca encontrarão respostas (nunca é muito tempo). Há um vácuo e eu não quis escutar a voz do vento e da vida que me dava sinais. Mais uma vez caí na cilada de meus próprios sonhos que, na velocidade da luz ,fizeram-se pesadelos. Fui ao chão e, apesar das mãos estendidas, continuo aqui, ao canto, escondida, perdida, tentando não pensar para não sofrer duas vezes.


Publicado por Solange Galeano em 15/08/2013 às 17h01
Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.



Página 9 de 9 1 2 3 4 5 6 7 8 9 [«anterior]

Tela de Claude Monet
Site do Escritor criado por Recanto das Letras